Idaf orienta produtor rural sobre a Fasciolose Bovina
| GIA/Seag |
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| A doença é causda por um verme que se aloja no fígado do animal. |
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) identificou que está ocorrendo um aumento gradativo na condenação dos fígados de bovinos nos matadouros do Estado, devido à ocorrência da Fasciolose Bovina, uma doença que causa danos diretos ao animal e perdas econômicas.
O chefe do Serviço de Inspeção do Idaf, Anderson Teixeira Baptista, explica que a doença ocorre devido à infestação parasitária pela fasciola hepática, conhecida popularmente como “baratinha do fígado”, que é um verme que se aloja no fígado, provocando a fasciolose.
Os animais infectados perdem peso, sobretudo quando submetidos à ordenha, diminuindo a produção leiteira. Além disso, após o abate, os fígados dos bovinos não podem ser liberados para o comércio, causando prejuízos ao pecuarista.
A Fasciolose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao ser humano, porém o contágio não se dá pela ingestão da carne, mas sim pelo consumo de folhagens infectadas pelos ovos dos caramujos, que fazem parte do ciclo evolutivo do verme.
Hepatites
Nos seres humanos, a doença provoca a inflamação do fígado, causando problemas como hepatites e cirroses. Os bovinos, por sua vez, são infectados pela alimentação com gramíneas contaminadas.
Segundo Anderson, o aumento no número de casos tem ocorrido devido às condições favoráveis ao crescimento populacional dos caramujos, que se instalam em áreas úmidas e alagadas. Sendo que, no Espírito Santo, devido à disponibilidade de habitat e temperatura adequados, a região Sul tem sido mais afetada.
Ele destaca ainda que uma das formas mais eficientes de combate da doença é o controle populacional dos caramujos, que deve ser feito por meio da cata manual ou da utilização de inseticidas molusquicidas, com a orientação técnica de profissionais habilitados, como médicos veterinários e zootecnistas.
“Quando os animais já estão infectados, existe a possibilidade de cura. Para isso, deve ser feito o tratamento terapêutico sob a supervisão de um médico veterinário. Além disso, é importante que o pecuarista evite o acesso dos animais a áreas alagadiças”, orienta Anderson.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação/ Idaf
Jória Motta Scolforo
Tels: (27) 3132-1532 / 9946-7504





















